"Confia no Senhor e faze o bem, habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.
Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração." (Salmo 37:3)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Quantas colheres de açúcar você consome por dia?


Já parou pra pensar o quanto de açúcar você ingere por dia e o quanto isso pode estar contribuindo para o seu ganho de peso ou surgimento e/ ou complicações de doenças?  Nos últimos vinte anos milhões de pessoas abandonaram ou reduziram drasticamente o hábito de ingerir açúcar. No Brasil, o consumo per capita anual de açúcar despencou de cerca de 16 quilos, em 1988, para pouco mais de 8 quilos, em 2003, mas ainda sim, seu consumo é muito alto.
Pesquisas mais recentes na área de nutrição e metabolismo mostram que este alimento, principalmente em excesso, está associado a obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares, entre outros males.

O açúcar é um alimento calórico e sem nenhum valor nutricional. Esta ausência de nutrientes faz com que ele seja digerido quase que instantaneamente, o que provoca uma rápida elevação nos níveis de glicemia e otimiza o depósito de gordura nas células. Por isso, o melhor a fazer é comer pouco.

O açúcar e sua relação de dependência:

Em diversas fases da evolução humana, comer alimentos adocicados foi vital para a sobrevivência. A humanidade, portanto, está programada para comer doces. A língua e o nariz são forrados de células que têm a função de detectar o sabor e o aroma dos doces. As razões para essa preferência ancestral são duas. Os doces são ricos em glicose, a principal fornecedora de energia para as células e além disso, o sabor adocicado servia de indicador para que nossos ancestrais pudessem distinguir os alimentos saudáveis dos venenosos e estragados.

Outra descoberta é que quando ingerido, o açúcar gera um aumento nos níveis de dopamina e serotonina, substâncias produzidas no cérebro e que estão associadas ao prazer e ao bem-estar, tornado seu consumo viciante. Os carboidratos funcionam como matéria-prima indispensável à síntese de neurotransmissores associados à sensação de bem-estar. Uma queda brusca na oferta desse nutriente pode levar a uma redução considerável nas taxas de serotonina e, com isso, suscitar sintomas de depressão.

Recomendação:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de açúcar refinado não ultrapasse 10% do consumo diário total de calorias. Isso equivale, numa dieta de 2.000 calorias diárias, a pouco mais de duas colheres de sopa cheia, aproximadamente 200 kcal.


Mas, atenção, se o objetivo é reduzir calorias e obter um sabor mais próximo ao do açúcar refinado, não vá de imediato optanto por adoçantes artificiais. Antes, experimente substituí-lo por açúcar mascavo ou por mel. A vantagem é que, enquanto o açúcar refinado não contém vitaminas nem sais minerais, o mascavo e o mel possuem. A desvantagem é que, como eles apresentam um poder edulcorante menor, as pessoas são tentadas a usá-los em maior quantidade, portanto cuidado.

Fotografei umas colheres de medida caseira cheias de açúcar para que tenhas uma idéia visual de qual é o seu consumo diário de calorias adivinda do açúcar.




E aí?! Anda exagerando?!
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Lu
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